e autoficções

Deixo aqui esta página com o fim único de me lembrar que o acaso também é corregedor de mentiras. Um homem que começa mentindo disfarçada ou descaradamente acaba muita vez exato e sincero. M. A.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

para qualquer mal q me suceda encontro o paliativo perfeito num banho .

noite mal ou bem dormida
ressaca
dor de cabeça
náusea e/ou vômitos
caganeira
dor no corpo
tristezas (todas)
raiva (todas)
dor de dente
outras tantas dores
. . .

enfim . e banho QUENTE!  por favor.

conforme o clima, pode variar para quentíssimo . pq, ora bolas, água fria e sua potencialidade rejuvenescedora e estimulante e tal, para mim não passa de mito . ou vc gosta de água fria ou de água quente .
detesto tanto água fria q a simples imagem mental já me causa calafúria. por isso

piscinas (hidroginática, natação)
praias
banhos de mangueiras
chuva

passo longe .

chuva (a melhor das opções) já até me entreteve, pq achava o máximo ficar na chuva, quando enjoava daquilo ia direto para um banho beeem quente. aaah, q delícia!

banho de mar, afff! nem pensar, aquele trem cheim de ondas . pra lá e pra cá , me repuxando, ameaçando me carregar para as profundezas . e o pior : geladíssimo! quantos caldos! arranhões, nariz e olho ardendo, gosto horrível na boca...desisti! Só admiro, ele lá, fora de mim .

preciso de hidroginástica, mas já avisei : "só se a piscina for bem quente" .  já me avisaram : "é só quebrando a friagem" : tou fora!

banhos de mangueira eram legais na infância em minas, no primeiro dia do ano . acabou .

no mais, me tornei uma pessoa muito muito tensa (!) água quente é terapia de relaxamento e prazer .

imagina aquela água em gotículas constantes, quentinhas e aconchegantes acarinhando seu corpo . é o mais perto do perfeito q já encontrei. um abraço de alguém querido é muito bom, mas às vz estamos duros demais para o outro . daí, a água q nada reclama envolve macia amaciando essa carne dura e angulosa como nada mais seria capaz .

ou mesmo possível .

        

domingo, 24 de abril de 2011

das raras vezes q assisto tv ontem foi uma . na verdade nem assistia, sentei na frente, meio de lado pra ser sincera e fiquei fazendo cera : olhando um filme besta . mas não era aquilo q assistia naquele momento .

a claridade da janela refletia na tela e ficavam duas imagens digladiando : o filme besta e o reflexo da janela.

Ora eu olhava o filme, pq pensava apenas nele e só o via, o reflexo lá, em segundo plano. ora fazia o inverso, deixava o filme em segundo plano e via somente a janela enviesada na tela.

fiquei um tempo assim, nesse jogo .

perseguindo uma imagem em detrimento a outra. percebendo nisso  a repetição
alegórica do q se faz normalmente com tudo . no caso das pessoas há uma pluralidade de reflexos e uma imagem em movimento . 
pq pessoa é assim .

mas e eu?
q cara ver hoje naquela porra de espelho : essa a diferença entre mim e o q o outro vê : não dá pra escolher : o estado de espírito nada santo escolhe a carranca e pronto!

 engulam
sem mastigar
tanto!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

domingo, 17 de abril de 2011

sempre tive dúvidas sobre certos conceitos q preenchem as infindas considerações filosóficas, literárias, psicanalíticas enfim. leio muitas vezes aquela explicação com exemplos e tudo, entendo, daí a pouco... puf, sumiu. q é mesmo isso? uma amiga certa vez me revelou q sofre também desse mal.

legal isso de encontrar alguém com os mesmos somenos. a gente acha q nem adianta explicar pois ninguém sente aquilo. sentimento de sol. certa vez uma aluna me falou q quando via alguém machucado dava uma gastura q os joelhos dela doíam, pow! num revelei isso também porque pensava só eu sentir. prepotente. sou assim desde pequena, q nem marisa: acho o universo ao meu redor.

mas o q quero contar é outra.
sobre ñ entender dos conceitos, um deles é epifania.  
Joyce, Lispector, Borges, uns diziam. e puf! 


quando papai morreu iríamos voltar para bh.
                motivada por um passeio fui ver antes de mudarmos a casa q ficaríamos.
no mesmo bairro de antes, na rua debaixo.
poxa, por tanto anos desejei isso!

mas aquela casa tava fria, fria a rua, o bairro
bh fria, meus amigos nem eram mais meus.

naquela casa vazia tive uma epifania. 
vi todos os anos em vitória q tanto praguejei 
vi os amigos...poucos
o curso de letras
o clima vivo
quente
preenchido

saí daquela casa decidida q nunca mais moraria de novo em bh. nunca*. esse tempo havia morrido. e na verdade sempre foi uma bosta. menti pra mim todos esses anos. principalmente sobre aqueles amigos de merda.

nem mais quero vê-los novamente. 
desconfiava q  não era mesmo daquele lugar.
agora tenho certeza q nem tenho lugar    pra ser dele.
aqui o lugar é
q é meu.


 ____________________________
 *significa: mudo de opinião muito rápido!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

a vida é vontade. o sentido de.

e muitas vezes vontade de nada ainda é vida. ou a vida q se tem.

a manutenção da vontade não foca apenas alguns fragmentos infelizmente. não foca

o cheiro do café de manhã.
o roçar da tolha após o banho.
um cheiro de livro novo.

parece q a vontade está à mercê
do acabar-se



e um presságio de vermes vai fluindo
para o cerne da fruta apodrecendo
no longe de nossa vida. M.M.




sexta-feira, 8 de abril de 2011

certo homem arrogante me amou, fictício conquistador, mas... explico

era arrogante e estranhamente cortês, exímio na arte da conquista - é certo q com todas. i n ú m e r a s!


mas estava eu cercada por seus mimos e gracejos

suplantava (POR SUPUESTO) os outros detalhes

perdoável


sim, perdoável, já q está morto.
                     já q nunca teve de mim aquele SIM, q tanto insistiu.
                 pena pra mim
                 já q não o amando aproveitaria na dose certa 
                 as especiarias arómaticass de suas receitas
                 os vinhos 
                 os poemas
                  a cama boa 
                  o calor do corpo

confortável.

q pena... q de tanto não a estória tomou seu fim... de maneira pirracenta, eterno menino a quem foi negado um desejo bobo.

perdoável, já q está morto.


santa morte de todas as coisas e pessoas!


quarta-feira, 6 de abril de 2011

tenho tido


visões: quando olho para as pessoas fixamente
                                                                  as vejo com duas bocas, 
                                                                                    uma acima da outra.



pensa na saturação do último calo
como motivo. 
as pessoas estão aflitas em comunicar, especialmente aquilo q é do "combinado" ficar velado. mas são elas esse incessantemente pessoas... se comunicam. se não é com palavras faladas ou escritas é com o corpo, gestos, olhares, atitudes. comunicam cheias de si e de silêncios

vão deixando pistas  daquilo q anseiam comunicar.
acham nisso algum desafio ao contato, pq comunicar é isso:

é desafiar
alguém q já está pronto para ser seu interlocutor.
pena (ou não!) q nem sempre se quer nisso contato.






domingo, 3 de abril de 2011

essa noite direcionando o vento enfiei o dedo no ventilador.
.
.
.
"Dedo no Ventilador" é o título do livro de um amigo que morreu já faz algum tempo. segundo um grande amigo dele:

"A causa da morte ainda não foi devidamente esclarecida, mas ao que parece foi consequência de sua vida desregrada & excessos."

poeta do tipo que mais gosto.

***

mas é o lance do clima ainda, quente e abafado junto ao sono que deveria nos deixar dormentes porém porém

podem falar de eurocentrismo ou algo similar... era eu também partidária dos trópicos se não fosse a inadequação arquitetônica e a consequente "morte de nosso clima" e blá blá blá

AR CONDICIONADO!!!


da próxima: antes do sol atingir o solstício, juro!


falo em pleno equi nós cio...


sem mais.

sábado, 2 de abril de 2011

o lance do sol foi para falar o clima ou para marcar o modo:

"centrado no próprio canal da comunicação e cujo objetivo é estabelecer, ou manter aberta, sem interrupção, a comunicação entre o locutor e o destinatário, mas sem a transmissão de nenhuma mensagem importante",

ou seeeja

assunto fático. algo como puxar conversa com alguém que não importa realmente falar...
embora seja mesmo o clima o que mais me aborrece nos últimos tempos, enfim.

deixo registrado o tempo assim: atrelando a situação atmosférica à vidinha.


hoje a noite não faz promessas, apenas acontece. penso que tenho muito mais a fazer em bh.

Aqui a vida se torna um impasse.

sem mais tempo para caminhadas
ou registros.

encerro.

sexta-feira, 1 de abril de 2011